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…quase isso!

As vezes me pergunto porque algumas pessoas não gostam ou não sentem vontade de viajar, isso me intriga bastante,  sempre fico muito eufórico nos dias que antecedem, independente do lugar ou da maneira que iremos, seja de carro, de avião ou de ônibus. Porém para outros é motivo de grandes inquietações.A muito tempo a traz conheci uma pessoa que durante os dias que antecedem e no dia da viagem passava maus bocados.

Sempre me perguntei sobre esse caso, e achei que era algo relacionado a deixar o seu cantinho, suas coisas, sua casa, a meu ver, viajar era algo tão gratificante tão prazeroso, claro, depois dos meus 9 anos, alias, porque só depois dos 9 anos?! Procurando nas minhas lembranças, encontrei o que me ocorria antes dos meus 9 anos.

Até os meus 9 anos, ou sei lá algo por esse período, meus pais com meus tios, sempre viajaram muito, todos os feriados alugava uma casa no litoral norte, estrada a frente, “vamo bora”, como era gostoso, posso dizer com certeza que conhecemos todo o litoral norte, de Bertioga até além da divisa com o Rio de Janeiro. A estadia era maravilhosa, as praias paradisíacas, porém como nem tudo é tão simples quanto parece, o processo de ida e volta não era um dos mais prazerosos, para o ser que voz fala, sabe como é criança as vezes presta atenção demais nos papos dos adultos, e o que sempre falavam era “o carro pode quebrar!”, imagina o que acontecia no “incrível mundo de Bob” você faz idéia? Eu imaginava e acontecia de tudo e mais um pouco, era terrível que mente fértil, que sofrimento chorava rios, mas bastava chegar na praia tudo mudava, era maravilhoso, o sol brilhava a água sempre era límpida, que delicia, e no fim do feriado no dia do retorno, entrava no carro e começava tudo de novo, até que um dia depois de desidratar e meus pais não aguentarem mais, minha mãe, bateu um papo comigo e disse uma coisa e isso ficou na minha cabeça ” calma se o carro quebrar, o guincho leva pra casa e está tudo certo, então PARA DE CHORAR!”. Verdade!!! o poder das palavras e uma boa dose de paciência adulta rs. Depois disso o dia brilhava, podia até chover, como muitos conhecem Ubachuva, mas para mim era sempre sol, tanto na ida quanto na volta!

Retomando a história do meu conhecido, ele bebia e fumava bastante, pela minha experiência de anos a traz achei que ele sofria do mesmo problema que eu, vai que o carro quebra, achei até engraçado uma pessoa com aquela idade ou mesmo a sensação de afastar-se de casa, deixar os seus confortos, a segurança do seu lar, um médico ou hospital próximo, nos dias de hoje faz muita gente desistir da viagem ou deixa-lo bem inseguro, acreditei e deixei de lado.

Passado alguns anos me encontrei com essa figura, e logo me veio na cabeça aqueles episódios, pois foram alguns, expliquei a ele que me interessava por esses momentos, mesmo sendo bons ou maus, principalmente depois que montei o blogue, sempre converso com as pessoas a respeito, do prazer que ele sente quando viaja, o que ele pensa, o que ele faz antes de viajar, os preparativos essas coisas, é bem curioso, muitos relatos interessantes e então fiz a pergunta indiscreta. A resposta foi uma grande surpresa!

“Rapaz, sabe que na época, morria de medo da minha esposa ao volante!”
Parei olhei bem pra ele, sorri e soltei um “ah tá! Sério, sempre achei que ela dirigia muito bem!

Nossa, pensei que era…. quase isso! kkkk

Desculpe, mas mulher dirige muito melhor que homem, minha mãe sempre foi um grande exemplo disso!
Até breve!

 

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Turista ou viajante por Paul Bowles.

“…ele não pensava em si mesmo como turista: era um viajante. A diferença era, em parte, uma diferença de tempo, ele explicava. Enquanto o turista geralmente volta depressa para casa ao fim de algumas semanas ou meses, o viajante, que não pertence a lugar algum mais do que a outro, se locomove devagar, ao longo de períodos de anos, de uma parte da terra a outra. Efetivamente, ele acharia difícil dizer, entre os muitos lugares onde vivera, precisamente em qual se sentiria mais à vontade.”

Livro: O céu que nos protege – Paul Bowles – 1949

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Para aonde ir em tempos de dolar nas alturas?

  Imagine um lugar, onde recebe bem a todos os que o visitam, praias de areia em algumas regiões de cor branca em outras é dourada, algumas com grãos mais grossos, mais finos, em outras ela se mistura com conchas quebradas, quando se anda sobre estas seus pés são massageados, uma sensação gostosa, agradavel para alguns ou para a grande maioria. O mar é um caso a parte meu amigo, começa no azul royal e vai passando para o verde esmeralda, cada praia tem a sua combinação perfeita, montanhas, encostas matas, coqueiros, gramados como se fossem cuidados diariamente. A temperatura da água começa antes dos 12C e pode chegar aos 22C as vezes em algumas regiões passsa dos 24. Lugares paradisiacos, uns escondidos de difícil acesso, horas de caminhada, ou só o carro traçado (4×4) pode te levar até lá, horas de barco, lugares que você só entra dentro do limite de turistas permitidos na ilha e ainda pagando uma taxa ambiental!
Mas vc é daqueles que não gosta de praia!? Aquela areia toda, água do mar depois que seca no corpo fica grudenta, todo aquele calor! Tudo bem esse lugar também oferece áreas verdes, clima frio, ameno, gostoso, ou mesmo humido e abafado, é só escolher oque mais agrada a você sua familia ou mesmo ao seu bolso!

É meus amigos, falo de onde? Alguém arrisca? Do le uma! Dole duas!

Opa o rapaz ali do fundo levantou o braço!

Oi? Não, não é nenhum pais africano!

Alguém mais? Não!?

Tenho certeza que vocês sabem mas não querem arriscar! Vamos lá então, o Brasil! Sim ,porque não, temos as mais belas praias do mundo, florestas, cerrado, campos frios, distribuidos em todos os mais de 8.000.000km2. Imagine só um territorio tão grande e todos os seus habitantes falam um mesmo idioma, temos estados que são maiores que muitos paises pelo mundo.
Temos pontos positivos sim, claro principalmente em época com o dolar nas altutas, veja pelo lado bom, vc não vai ter que ficar calculando o câmbio toda a vez que você decide consumir algo. O único problema nessa época do ano, e principalmente agora, no final de ano, você não encontra mais tantos lugares para ficar como no ano passado!

Vou contar por experiência própria. Em 2014 decidimos passar a virada do ano em Florianópolis, até fiz um post a respeito dessa ilha maravilhosa quando estivemos lá. 

http://wp.me/p2kVv0-f8

Na época conseguimos reservar um aparthotel super gostoso na praia de Cachoeira do Bom Jesus, praticamente uma semana antes do ano novo, com um preço bacana com café da manha incluido, a estadia foi ótima muito bem localizado, mercado muito bom de frente para o hotel, ja que no apartamento tinha até churrasqueira na varanda, aproveitamos para fazer um ótimo churrasco, a um quarteirão da praia, alegrias a parte, decidimos fazer a mesma viagem nesse final de ano, voltar a Floripa.
Mas, dessa vez decidi me preparar antes, não vou deixar pra reservar na ultima hora é claro, a final de contas decidimos bem antes. Então em outubro ja comecei a fazer a cotação, e tive uma grande surpresa, já estava com apenas 5% das opções diponíveis, fui direto no Belluno a escolha de 2014, conversei com o gerente e para meu espanto, não havia mais reservas para a virada desde agosto, é mole, e um detalhe a parte, estamos em crise.
Portanto amigo, se você estiver deixando para ultima hora a reserva de algum lugar pra passar a virada de ano, reserve já, pois talvez vai ficar apenas na Paulista, não desmerecendo, pois também é muito bom, principalmente acompanhado de quem você gosta.

Feliz 2016!
Abraço até a próxima!

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Nos tempos áureos era sinônimo de cachaça!

A 300km de São Paulo pela rodovia Rio-Santos, a alguns quilômetros da divisa São Paulo Rio de Janeiro, adentramos a uma cidade fundada no fim do século XVII, que se desenvolveu em meio a casarões e ruas estreitas feitas com pedras de rio, hoje é considerado pela UNESCO um dos conjuntos coloniais mais harmoniosos do Brasil, em 1958 foi tombado pelo Instituto do ô histórico e artístico nacional, o 2 polo turístico mais importante do Rio de Janeiro e o 17 do Brasil.

Paraty no passado teve um grande crescimento econômico devido aos seus mais de 250 engenhos de cana de açúcar e 150 destilarias era considerada sinônimo de cachaça no Brasil!

No século XVIII serviria de porto para escovar ouro e pedras provinham das Minas Gerias pelo Caminho do Ouro, ainda tem partes do casamento original que pode ser visitado a poucos km da cidade. Praias paradisíacas de águas calmas e cristalinas, bom lugar para o mergulho e da boa gastronomia, é palco de dois eventos muito importantes no cenário cultural, a Flip “Festa literária internacional de Paraty” e o Paraty em Foco evento esse que envolve fotógrafos do Brasil e do mundo, no ano de 2014 teve a sua 10 edição. Faz com que seja quase impossível reservar um hotel nestes períodos.

Ótimo lugar para se visitar, conhecer o artesanato local, a boa comida, tomar um trago em uma das varias cachaçarias espalhadas pelo centro histórico que nas ruas que permeiam o mar, são invadidas pela maré na lua cheia dão um aspecto todo especial a cidade.

Convido vocês a curtirem comigo mais esse lugar no canto sul do Rio.

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Paris “Ville de lumière”

O que falar de Paris, a ultima cidade visitada, a mais charmosa. Difícil contextualizar o que é Paris, o clima, as ruas, os cafés, as pessoas, tudo aquilo te envolve, contagia. Se você assistiu “Meia noite em Paris” de Woody Allen e ficou com vontade de viver na Paris do sec. XVIII, tenha a certeza de que você não precisa voltar no tempo, vá a Paris, curta o por do sol na Torre Eiffel, tome um vinho na Champs-Élysées, Passe por baixo do Arco do Triunfo, dedique um dia inteiro ao Louvre e é claro, se você é apaixonado por impressionismo, não pode deixar de ir no Museu d’Orsay onde há quase todas as obras de Edgar Degas inclusive a escultura “La Petite Danseuse de Quatorze Ans”, Van Gogh, Toulouse-Lautrec, Gaugin, Cézanne, e muitos outros, vai se apaixonar por Paris de ontem,  hoje.

Saímos do Charles de Gaulle às 23:30,  imigração foi tranquila, o aeroporto é muito grande, o avião andou por 10min em terra até parar e abrir as portas.

Seguimos em direção ao trem para sairmos do aeroporto, rumo ao centro, mesmo olhando os mapas do metro pela internet, de cara ainda era muito confuso, pelo horário não tinha ninguém para auxiliar, depois de muita procura, encontramos um guichê com uma moça para atender que não falava nada de inglês, nos orientou muito mau, só de sacanagem, ainda ficou com a maquina fotográfica que esquecemos no balcão e sumiu.

Dificuldades a parte, alias, deixemos a parte mesmo, a calma nessa hora é a melhor coisa a se fazer, afinal de contas você está viajando…

Seguimos para a estação Notre-Dame, para fazermos baldeação, e seguir para o nosso hotel, só não contávamos que depois da 0:00 a linha do metro próximo ao nosso hotel não operava mais, fomos obrigados a descer em Notre-Dame, que com certeza, foi a melhor coisa a nos acontecer, a medida que subíamos as escadas, a noite se iluminava, visão inesquecível, única, imponente, fervilhante, pessoas na praça, sentados ou de pé, conversando, bebendo…todo aquele clima, Notre-Dame nos contagiou e marcou o nosso primeiro instante na cidade luz…

Apresento a você mais um ensaio.

à bientôt!